Como todos os anos poderia passar
o ano novo na praia, mas como sempre faço opto pelos momentos em família. Sim!
Eu troco os fogos de artifício, a beleza e o infinito do mar por uma simples
mesa com toalha de natal rechiada por muito, mas muito amor. Só os loucos não
fazem essa troca, pra mim vale muito mais um sorriso, um aconchego o amor
familiar que uma noite de brilho, mas vazia de sentimentos. Se hoje eu tivesse
que fazer um retrato de Amor, faria um montante de fotos de simplicidade.
Fotografaria os meninos em sua infância jogando um futebol na grama apenas com
a inocência e a felicidade de ser. Sem pensar, ou almejar nada além de um
simples momento de brincadeira. Fotografaria um pai e uma criança que em seu
amor paternal se uniam para passear na praça, fotografaria uma casa humilde com
pessoas humildes, sem muitos ornamentos todos na cozinha uma toalha de mesa do
natal, uma bela e farta ceia sobre a mesa, num canto em outra mesa os variados
doces, e junto uma cesta cheia de frutas. Em volta dessa mesa que não cabe toda
a família estão tios, primos, avós... Adultos, jovens crianças... Todos
cobertos por uma alegria tão, mas tão sincera que seus olhos refletem amor,
eles são o verdadeiro amor. Como disse anteriormente, sem ornamentos, os garfos
e talheres nem combinam são a junção de uma casa com o outra, os pratos também
cada qual de uma forma... Mas o que os torna único, o que os torna mais feliz e
diferente de muitas famílias é o amor ali presente. Um amor que apoia, que se
alegra com alegria do outro, que só sabe desejar o melhor. Aquele sentimento de
amor sincero que só sabe dar quem ama e quem é amado. O amor não exige nada
além de simplicidade.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Forever Alone
Às vezes me pego tão solitária, tão egoísta: Eu minha
música, minha tristeza, raramente minhas lágrimas, minha poesia e só. Tão
só, tão solo, sozinho. Forever Alone!
Meu medo é de que seja assim pra sempre. Já entrei no estágio de solidão
coletiva, aquela que estão todos ao seu redor, mas pra você é mesmo que não
tivesse ninguém ali. Eu saio, estou com todos, me divirto, curto, bagunço...
Mas ali no coração quem está sempre a me acompanhar a SOLIDÃO. A dama que me
acompanha seja na noite, ou no dia. Nas mais variadas ocasiões como uma sombra
a me perseguir na ausência do riso ela se manifesta. E revela aconteça o que
acontecer eu sempre estarei aqui.
Conto-lhes
Ainda não saí
do egoísmo que me cabe, e só a mim cabe dizer que não sei dizer outra coisa que
não seja minha. Seja o que for se não for em primeira pessoa não serve. Serve
lembrar que o EU é sempre singular. Minha singularidade não sabe se pluralizar.
Assim vou vivendo meu egoísmo de ser, e SÓ somente ser EU. Ainda que pareça ser
muito egoísta.
Minhas sinceras desculpas por não poder e nem saber
escrever contos. Conto-lhes de coração que ainda não adaptei minha pena à
outras histórias. Trágico, ou não venho lhes dizer que o que escrevo é apenas
uma extensão da minha vida. “A poesia que escrevo é minha, e eu faço dela o que
quiser de mim.”
Por isso não
lhes envio meus textos por email seria muito inconveniente ficar por aí
mandando textos que falam exclusivamente de mim, seria arrogância demais achar
que todos têm por obrigação concordar ou não com a minha vida, o que também não
importaria, pois se já vivi o que haveria a se dizer?
Pois bem, este
é um texto de sinceras desculpas por não ter AINDA, me adaptado e experimentado
os vastos caminhos da escrita. No fundo é porque nas minhas histórias nunca foi
boa em colocar finais, a ideia dos três pontos me parece mais agradável que apenas um.
Digo-lhes
PARABÉNS por transformarem letras em sinfonias de vida, pelo menos pra mim
apreciar tão bons textos é sem sombra de dúvida um excelente motivador a
felicidade. Mesmo que o texto seja triste, a boa leitura transcende o que se
está escrito, e ainda que seja estranho e morto o belo da construção e
desenvolvimento os torna digno de orgulho e por consequência felicidade. Sois
mui dignos dos meus aplausos.
Nem sempre estou como você me vê
Algumas vezes da minha vida, geralmente às mais frágeis e
conturbadas tenho o hábito de não mostrar o que realmente estou passando. Tenho
o costume de ter uma cara muito feliz e um coração muito triste. O motivo? Não
sei acho que meu antepassado de dividir tristeza nunca foi muito bom,
principalmente depois que eu falei e meus amigos começaram a chorar. Talvez
tenha partilhado com os amigos certos o momento errado, porém desde então eu
decidi não partilhar. Prefiro a cara feliz e um coração triste que nenhuma cara
feliz e dois corações tristes.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Stand Up Comedy
Às vezes acho
Minha vida tão engraçada.
A única palhaça aqui
Sou eu!
Minha vida tão engraçada.
A única palhaça aqui
Sou eu!
Sou tão dramática!
No fundo sou romântica,
Bem no fundo sou romântica.
Estrelo uma tragédia!
No fim eu morro.
E eles?
Foram felizes para sempre!
Foram felizes para sempre!
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